Fundador
Durante 14 anos de sua vida, Reginaldo B. de Freitas, diretor da Casa Dia, viveu no submundo das drogas. Ele iniciou o uso de substâncias químicas aos 13 anos fumando maconha. Infelizmente as coisas foram se agravando e então passou a usar vários tipos de droga, tornando-se um dependente químico.
"Fui internado em uma clínica de tratamento de dependentes químicos, onde pude ter uma oportunidade de me recuperar. Passei momentos muito difíceis em minha abstinência, sofri demais, achava que não iria aguentar, mas com o tempo, meu organismo foi acostumando e fui entendendo que além de ter que largar das drogas tinha que mudar minha maneira de pensar, sentir e até me comportar, teria que mudar meu caráter. Meu entendimento sobre Deus foi melhorando e fui conseguindo mudar tudo isso", relata Reginaldo.
O diretor da Casa Dia terminou seu tratamento com muito êxito e passou a trabalhar voluntariamente durante um ano e dois meses, estudando sobre dependência química e servindo grupos anônimos. Após esse tempo Reginaldo foi contratado por essa Instituição como educador social para adolescentes dependentes de drogas, trabalhando durante cinco anos.
Foi então que uma assistente social disse à Instituição onde Reginaldo trabalhava que a necessidade de montar uma casa de reabilitação de dependentes químicos em Bragança Paulista era enorme, já que adolescentes estavam perdidos nas drogas.
Então Reginaldo resolveu se aventurar indo para Bragança montar uma clínica de tratamento de dependentes químicos, iludido de que teria apoio da Prefeitura e do Poder Público. Infelizmente isso foi irreal, ele teve pouca atenção quando chegou.
Reginaldo conseguiu uma chácara abandonada com o compromisso de reformar o local. Após a reforma, começou a pagar o aluguel.
O diretor da Casa Dia conta que a partir do momento em que deixou o local preparado começou a ir às bocas de tráficos, becos e bares atrás de internos, com o objetivo de buscar pessoas que frequentavam esses locais e precisavam de auxilio para sair de lá.
Com um trabalho sério a Casa Dia foi aprimorando sua estrutura, ganhou credibilidade e passou a atender aos órgãos públicos. Trabalhando em prol da sociedade, Reginaldo começou a promover palestras nas escolas, sempre procurando instruir os jovens a não entrar no submundo das drogas e do álcool, mostrando os males causados a um dependente químico e sua família.
Após cinco anos, a Casa Dia mudou-se para uma nova chácara, onde hoje conta com uma estrutura excelente para atender as pessoas que se encontram em estado de dependência química. |